Estrutura e Funções do ecossistema da Baia de Guanabara: uma Pesquisa Ecológica de Longa Duração
PELDguanabara.
peldGB

Coordenador: Prof. Jean Louis Valentin

Aprovado no edital 59/2009 do CNPq o projeto “Estrutura e Funções do ecossistema da Baia de Guanabara: uma Pesquisa Ecológica de Longa Duração” permitiu a incorporação da baia de Guanabara ao Programa Ecológico de Longa Duração – PELD.

O QUE É O PELD?
O Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração – PELD, foi criado pelo MCT/CNPq em 1996. Ele é parte do Programa Integrado de Ecologia – PIE, no âmbito do Plano Plurianual (PPA) do Governo Federal e do Programa Ecologia para a Gestão de Ecossistemas.
Com o lançamento dos dois primeiros editais, em 199 e 2001, o CNPq oficializou a criação e o financiamento das pesquisas em 13 sítios brasileiros que podem ser visualizados no site http://www.icb.ufmg.br/peld/. Com isso o Brasil tornou-se membro da Rede Internacional de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração –ILTER, que agrupa 48 países do mundo inteiro

O PELD GUANABARA
O Projeto, coordenado pelo Prof Jean Louis Valentin do Departamento de Biologia Marinha, tem participação de 32 doutores estudiosos da baia de Guanabara em 6 instituições de ensino e/ou pesquisas do Estado do Rio de Janeiro.

O PELD GUANABARA visa um melhor entendimento da estrutura e do funcionamento do ecossistema da Baia de Guanabara e de suas respostas aos impactos antrópicos e climáticos. Além da contribuição para ecologia marinha, este projeto também avaliará se as medidas mitigadoras que estão sendo tomadas para a Baia de Guanabara com o Programa de Despoluição serão suficientes para atender as exigências do comitê organizador da Olimpíada em 2016.
Dentro dessa ótica, torna-se essencial que o elenco de variáveis bióticas e abióticas que serão introduzidas na pesquisa proposta seja analisado de maneira contínua ao longo de séries temporais suficientemente extensas. Somente uma pesquisa de longa duração permitirá alcançar um conhecimento suficiente da variabilidade dos sistemas e sua evolução frente às diversas agressões antrópicas, sejam elas de curto prazo (impacto agudo de poluentes, do tipo derrame), médio prazo (ação crônica dos efluentes domésticos e industriais), ou longo prazo (aquecimento global).
Constitui assim um objetivo geral, estabelecer, por meio de estudo contínuo de longo prazo, e de experiências in situ e in vitro um prognóstico da tendência evolutiva desse ecossistema a partir da elaboração de uma base de dados relacional e de um modelo ecológico de previsão.

Projeto Corredores Ecológicos
Restauração solidária de Floresta Atlântica no corredor prioritário
Sooretama / Goytacazes / Comboios, ES.

Coordenadora: Profa. Irene Garay

O presente subprojeto integra o Projeto Corredores Ecológicos – Ministério do Meio Ambiente – Secretaria de Biodiversidade e Florestas e Instituto estadual do Meio Ambiente-ES. (ver PDF 1.PROJETO-RESTAURAÇAO_SOLIDARIA)
Como desdobramento deste subprojeto foi elaborado um Programa de Formação de Jovens Líderes Ambientais para alunos do Ensino Fundamental do Município de Sooretama-ES. Este Programa foi aprovado, como projeto de extensão pela Egrégia Congregação do Instituto de Biologia e encontra-se cadastrado no Sistema SIGMA. (ver PDF 2.PROGRAMA-FORMAÇÃO_Jovens-Lideres_Ambientais). Uma primeira turma de Jovens finalizou o seu estágio. (ver PDF 3.FORMATURA-JOVENS_LIDERES_AMBIENTAIS)

SUBPROJETO
Restauração solidária de Floresta Atlântica no corredor prioritário Sooretama/Goytacazes/Comboios, ES.

Objetivo
Construir um modelo participativo de implementação de Mini-Corredores Ecológicos (Mini Corredor Ecológico Sooretama, Goytacazes, Comboios), através da restauração solidária das áreas de preservação permanente do entorno de unidades de conservação (REBIO Sooretama e FLONA Goytacazes) e a capacitação de lideranças locais, comunitárias e de agricultores, visando a conservação da biodiversidade num marco sócioambiental sustentável.

I. Características sócioambientais
A área foco do presente subprojeto se situa na região norte do estado de Espírito Santo, em particular, no município de Sooretama bem que a área de implementação se estende igualmente aos municípios de Linhares, Jaguaré e Vila Valério. A REBIO constitui a maior mancha florestal preservada do Corredor Sooretama, Goytacazes, Comboios, considerado prioritário dentro do Corredor Central de Mata Atlântica. Com efeito, a REBIO Sooretama representa, junto com a Reserva Natural da Companhia Vale do Rio Doce e com mais de 3.000 hectares de floresta em propriedades privadas, o maior fragmento remanescente do norte do Rio de Janeiro ao Sul da Bahia, totalizando ao redor de 50.0000 ha. Ainda, a região é um dos centros de endemismo da Mata Atlântica que, devido às ameaças a biodiversidade, é considerada um dos 25 hot-spots mundiais para conservação.
A Reserva Biológica de Sooretama, da qual o Município por vontade política de suas lideranças tomou o seu nome, quando da emancipação do Município de Linhares, em 1997, é:

  1. Patrimônio Natural da Humanidade da UNESCO;
  2. Área Prioritária para conservação, segundo disposição do Ministério do Meio Ambiente (junto com seu entorno);
  3. um dos Núcleos das Reservas da Biosfera de Mata Atlântica do Estado do Espírito Santo.
  4. junto com a Reserva Natural da Companhia Vale do Rio Doce e floresta em propriedades privadas, a maior superfície continua de Floresta Atlântica de Tabuleiros do Corredor Central de Mata Atlântica.

Porém, cursos de água e nascentes encontram-se em geral sem cobertura arbórea original. Os fragmentos remanescentes (mais de 200 unicamente para o Município de Sooretama) estão situados tanto em áreas de Reserva Legal como em bordas de córregos e riachos, i.e., Áreas de Preservação Permanente. Numerosas microbacias percorrem os fundos de vales entre os tabuleiros e as nascentes e os denominados olhos de água são numerosos, podendo, porém, estar muito reduzidos nos anos de seca e, mesmo, desaparecer. O desmatamento, que afetou inclusive às matas ciliares, aliado aos solos arenosos em superfície, favorece a erosão e o assoreamento dos leitos dos córregos e rios que são planos e pouco profundos.
O clima de região se contrapõe ao de outras regiões de Mata Atlântica. Ele se caracteriza por apresentar anos de seca recorrente nos quais as precipitações estivais, i.e. na “época de chuvas”, podem ser praticamente nulas. Estas condições climáticas imprimem tal singularidade ao manto florestal que ele é considerado por alguns especialistas como correspondente a uma floresta semicaducifolia, com indivíduos emergentes que alcançam os quarenta metros.
Nas terras do Município que rodeiam a REBIO, onde deveria se tratar da denominada “área de amortecimento”, se desenvolvem as atividades econômicas dos habitantes e a vida administrativa do centro urbano e comunidades (Juncado, Córrego Rodrigues, Chumbado). Existem aproximadamente 1.000 propriedades, predominando aquelas de tamanho médio e pequeno (entre 100 hectares e 5 hectares). O perfil de cultivos dominante corresponde assim à agricultura familiar, o que explica o desenvolvimento das associações comunitárias de produtores. Grande parte das propriedades possui represas, o que possibilita contornar as condições climáticas adversas dos anos de seca. Porém, em geral, estas represas não estão de acordo com a legislação correspondente. Em particular, podem apresentar as margens sem vegetação arbórea nativa, assim como o córrego no qual se continuam.
Do ponto de vista ambiental, o maior problema provém do desmatamento indiscriminado que associado às flutuações climáticas e às características de rede hídrica levam à diminuição dos recursos hídricos, à erosão e contaminação das micro-bacias A área protegida representada pela REBIO Sooretama confronta de forma direta e brutal com terras nas quais se desenvolvem as atividades produtivas com pouco ou nenhum controle que assegure a integridade dos recursos biológicos da região ou de fatores que lhe são indispensáveis, tais a manutenção e proteção do Cursos de água e nascentes.
A recuperação e restauração das matas ciliares são um imperativo tanto do ponto de vista dos serviços ambientais da floresta como da própria proteção de sua diversidade. Ela é igualmente dependente da proteção do entorno e, notadamente da restauração de microcorredores que, devido à conformação em numerosas microbacias nas propriedades agrícolas necessitam para sua implantação do trabalho voluntário e da parceria com a estrutura comunitária do município.
De fato, as tecnologias de restauração e recuperação da cobertura arbórea com espécies nativas da floresta estão relativamente desenvolvidas há tempo, porém, duas dificuldades maiores devem ser enfrentadas para a sua disseminação. A primeira diz respeito aos altos custos de plantios que não podem ser assumidos por uma população rural de baixa renda nem tampouco pelos responsáveis políticos locais. A segunda se refere à contribuição efetiva da comunidade nestas atividades que passa obrigatoriamente por uma mudança de percepção a fim de possibilitar o trabalho voluntário de implantação e manutenção e sua permeabilidade no tecido organizativo da sociedade. Com efeito, pouco adianta se os modelos de restauração implantados permanecem localizados em áreas restritas sem que se desenvolva uma responsabilidade social compartilhada. Enfrentar esta segunda dificuldade permite, entretanto, diminuir a importância da primeira, i.e., reduzir os custos. Ainda a elaboração de pacotes tecnológicos de restauração / recuperação representa uma tarefa de caráter técnico, mas, em contraposição, a transferência e a disseminação destas tecnologias concernem a elaboração de uma tecnologia social que lhe esteja associada. Para ser efetiva, esta tecnologia social deve considerar as características específicas socioeconômicas da população considerada e as suas demandas e expectativas.
Entende-se ainda que é preciso dar destaque e visibilidade aos aspectos sociais de apropriação da pesquisa científica, do uso de novas tecnologias e do saber local, processos que vêm sendo desenvolvidos na região há mais de dez anos e que merecem ser aprofundados numa perspectiva de desenvolvimento socioambiental e inclusão social.
Neste sentido, identifica-se a necessidade premente de facilitar a apropriação e utilização sustentável da biodiversidade e de desenvolver e disseminar as tecnologias de utilização do germoplasma nativo visando à manutenção e à restauração dos ecossistemas e de seus serviços sócioambientais: disponibilidade e controle dos recursos hídricos e controle da erosão dos solos e do assoreamento, lazer, preservação dos valores éticos e culturais associados etc., além do necessário cumprimento da legislação. Registre-se, finalmente, que os benefícios destas atividades devem englobar segmentos comunitários locais de forma a facilitar a inclusão social da mulher, a formação dos jovens e a melhoria da qualidade de vida e fixação dos pequenos produtores. Porém, tais iniciativas precisam ser progressivamente desenvolvidas e cuidadosamente planejadas, a fim de que sejam sustentáveis do ponto de vista ambiental, social e econômico e, sobretudo, possibilitem a sua continuidade.

II. A presente proposta
A presente proposta trata da elaboração e implementação prática de um modelo de Restauração solidária da Floresta Atlântica no corredor prioritário Sooretama / Goytacazes / Comboios, ES que desenvolva e consolide as parcerias institucionais e comunitárias do entorno da REBIO Sooretama, integrando à transferência direta das tecnologias de restauração, a capacitação de agentes multiplicadores, i.e., lideranças, técnicos e segmentos educativos, e a difusão destas tecnologias no âmbito do projeto Corredores Ecológicos do ES. As demandas explícitas das autoridades municipais assim como a caracterização ambiental e socioeconômica do município, considerando as resultantes do contexto histórico, levaram a formular a questão da preservação dos recursos hídricos como eixo aglutinador das metas propostas. A sustentabilidade sócioambiental de pequenas propriedades da agricultura familiar, segmento social alvo, são igualmente consideradas prioritárias no escopo deste subprojeto.
São considerados elementos fundamentais da proposta:
1) a revitalização de nascentes mediante a restauração das bordas, recuperando a cobertura arbórea com espécies nativas (identificação dos recursos hídricos como elemento comum à preservação da área núcleo –REBIO- e à agricultura);
2) a restauração de mini-corredores (bordas de córregos degradados) cuidando da continuidade destes mini-corredores favorecendo a restauração solidária entre produtores vizinhos (cadeia de recomposição);
3) a restauração de bordas de represas e reservatórios, sobretudo, em terras de agricultura familiar (pequenas e médias propriedades) como atividade demonstrativa de sustentabilidade sócioambiental;
4) a conservação dos recursos florestais num contexto de valorização local e de inserção de jovens através da capacitação prática de Jovens Líderes Ambientais que participarão da produção de mudas; (ver PDF 4.produçao_mudas-1  e  5.produçao_mudas2)
5) a formação de mulheres, as Jardineiras da Floresta, em trabalhos de produção de mudas;
6) a capacitação maciça, através de lideranças institucionais e comunitárias locais, sobre a Floresta de Tabuleiros, a Legislação Ambiental e as técnicas de produção de mudas nativas e de restauração florestal;
7) a criação de Banco de Dados de experiências e utilização sustentável dos recursos biológicos já existentes na região e das atividades do subprojeto que possibilite e facilite a continuidade;
8) o desenvolvimento de atividades de monitoramento destinadas a aprimorar a tecnologia de  restauração de Mata Ciliar com espécies nativas e a avaliar sua sustentabilidade.
9) a institucionalização das parcerias dos agentes sociais regionais com vistas à gestão do Corredor Central de Mata Atlântica, visando à consolidação do Grupo de Grupo de Atuação Local, Capacitação e Assessoria do micro-corredor Sooretama/Goytacazes/Comboios do corredor Sooretama, Goytacazes, Comboios.

Entretanto, um Programa específico de Capacitação será elaborado e implementado sob a coordenação da Decania de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A elaboração dos materiais será realizada de forma participativa com a comunidade local e técnicos especializados.

O projeto deve envolver e beneficiar diretamente 47 famílias de produtores (plantios de restauração) e suas organizações: Associações (5), com 110 famílias, e Sindicato SIPRUS (130 associados) e STR (5.848 associados), 30 famílias através das mulheres do Bairro Salvador (Jardineiras da Floresta), 24 famílias de alunos das Escolas Municipais (Líderes Ambientais) e 8 famílias junto à APRUCOF e a FLONA que participarão da produção de mudas, a Prefeitura Municipal e suas Secretarias, a Incaper, os responsáveis da REBIO Sooretama, a FLONA Goytacazes etc. (ver parcerias). Considerando o número de associados das associações de produtores e os alunos das escolas, além de outras parcerias não é exagerado supor que parte significativa do município de Sooretama e de Linhares será, pelo menos, diretamente informada da realização do projeto.

O Curso de Capacitação deverá formar pelo menos 40 lideranças que deverão atuar como multiplicadores beneficiando o conjunto dos segmentos sociais, inclusive além do Mini Corredor Sooretama / Goytacazes / Comboios.

Pesquisas Ambientais Antárticas

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Antártico de Pesquisas Ambientais (INCT-APA) inicia suas atividades após inauguração nesta quarta-feira durante solenidade no Ministério do Meio Ambiente, em Brasília. Assim como os outros 123 INCTs recém-criados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, este Instituto é uma rede de pesquisa com a participação de mais de 40 cientistas ligados a 16 diferentes instituições, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).


Sediado no Instituto de Biologia da UFRJ, o Instituto Antártico atuará em colaboração com o INCT de Ciência e Criosfera, que também tem pesquisadores do INPE entre seus membros, com o INCT de Transferência de Materiais Continente e Oceano, e ainda com o INCT de Mudanças Climáticas, este com sede no INPE


O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Antártico de Pesquisas Ambientais (INCTAPA) atende a missão dos Institutos Nacionais, através da atuação em áreas estratégicas do Plano de Ação 2007-2010: no programa Ciência, Tecnologia e Inovação para a Antártica. O INCT-APA tem como finalidades: desenvolver investigações científicas em ambientes marinho, terrestre e atmosférico na região antártica; estruturar e operar um sistema de gestão ambiental local e global e promover a educação e a difusão de informações comprometidas com a construção de uma consciência ambiental global.


As ações deste Instituto contribuirão para nortear ações sobre diversidade biológica e proteção do ambiente antártico, principalmente nos âmbitos dos Ministérios de Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente, assim como para desenvolvimento de processos educativos, formativos e informativos. Portanto, as atividades de pesquisa e monitoramento ambiental que serão desenvolvidas pelo INCT-APA enquadram-se na missão de disponibilização de informações técnicas para o governo, auxiliando-o na tomada de decisões.


Coordenado por um Conselho Gestor e organizado em cinco módulos temáticos, o INCT-APA é formado por 188 pesquisadores educadores integrantes de 16 instituições de ensino, pesquisa e gestão ambiental distribuídos em cinco estados brasileiros: Rio de janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Goiás, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.


IMPORTÂNCIA DA PESQUISA ANTÁRTICA


Por ser parte integrante e essencial do sistema ambiental global, a região antártica não só exporta sinais climáticos, afetando o clima global, mas também importa sinais climáticos globais, sofrendo suas conseqüências. Os impactos ambientais antrópicos ocorrentes no planeta são refletidos na Antártica, sobretudo aqueles provenientes da América do Sul. O continente gelado responde a essas agressões de forma potencializada.
Em 1991, as preocupações atinentes às conseqüências da ação humana no ambiente Antártico concretizaram-se na formulação do Protocolo ao Tratado da Antártida sobre Proteção ao Meio Ambiente, o Protocolo de Madri, que entrou em vigor em 1998. Nesse protocolo estabeleceram-se diretrizes e procedimentos que devem ser adotados na execução de atividades na Antártica. O monitoramento do impacto ambiental das atividades brasileiras na Antártica é um compromisso assumido pelo Governo ao ratificar o Protocolo de Madri.
A proteção ao meio ambiente antártico é uma das mais altas prioridades de todas as Nações que operam na Antártica. Razão pela qual aquela é a região mais preservada do planeta, devendo assim ser mantida, compatibilizando a presença do homem e o atendimento de suas necessidades com a mitigação do impacto ambiental naquele que é um ecossistema com alto grau de fragilidade.


A pesquisa científica realizada nas regiões polares tem tido grande valor na compreensão das implicações das mudanças ambientais percebidas nessas regiões e sua importância ambiental e econômica. As séries temporais longas, por sua vez, reduzem as incertezas dos modelos de previsão, além de permitirem a avaliação mais acurada de implicações futuras, subsidiando as tomadas de decisão.


Monitorar os sistemas terrestre, marítimo e atmosférico é fundamental para se detectar e compreender mudanças climáticas e ambientais. Para medir tais mudanças é necessário coletar dados continuamente, com qualidade controlada e por um longo prazo. Para se ter uma compreensão global integrada, é necessária uma rede abrangente de sistemas de monitoramento e observação. Elementos polares fazem parte da Rede Mundial de Sistemas de Observação da Terra (GEOSS), onde estão incluídas observações do oceano, gelo e atmosfera do Oceano Austral e da Antártica.


QUEM SOMOS


O INCT-APA é constituído por pesquisadores que atuam de forma integrada na educação, difusão da ciência e na avaliação de impactos ambientais locais e globais nos ambientes atmosférico, terrestre e marinho da região Antártica Marítima.


VISÃO
Ser um Instituto de referência em pesquisa ambiental antártica e na preservação daquele continente como bem da humanidade.


MISSÃO


Valorizar a região antártica como oportunidade para desenvolvimento de investigações científicas transdisciplinares, promovendo a educação, a difusão de informações e a gestão ambiental.


METAS


1. Conhecer e monitorar a atmosfera antártica e seus impactos ambientais na América do Sul; 2. conhecer e monitorar o impacto das mudanças globais no meio ambiente antártico; 3. conhecer e monitorar o impacto das atividades antrópicas no meio ambiente antártico; 4. desenvolver um modelo integrado de gestão ambiental para monitoramento e avaliação das mudanças ambientais locais e globais; 5. valorizar a ciência antártica para a sociedade brasileira, promovendo a educação e a difusão de informações.


As metas do INCT_APA correspondem aos módulos temáticos da proposta.


OBJETIVOS


MÓDULO TEMÁTICO 1 -Atmosfera Antártica e os Impactos ambientais na América do Sul


1. Monitorar e avaliar:
• As regiões de deslocamentos das frentes frias da Antártica até a América do Sul, especialmente o Brasil;
• o efeito estufa percebido na Antártica;
• as alterações na química da atmosfera e sua influência no clima, envolvendo: a interação Sol – Terra, a temperatura na mesosfera e o buraco na camada de ozônio;
2. oferecer subsídios a modelos numéricos de previsão de tempo e clima.


MÓDULO TEMÁTICO 2 - Impacto das Mudanças Globais no Meio Ambiente Antártico


1. Investigar o efeito da retração das geleiras e suas implicações para os ciclos biogeoquímicos;
2. aferir as alterações da cobertura vegetal e a alteração da diversidade das comunidades vegetais;
3. avaliar a flutuação e distribuição da população de aves; e
4. identificar a presença de espécies exóticas e definir possíveis espécies endêmicas.


MÓDULO TEMÁTICO 3 - Impacto das Atividades Antrópicas no Meio Ambiente Antártico.


1. Estudar os efeitos do impacto ambiental (natural e antrópico) na compreensão dos processos ecossistêmicos que necessitam de séries temporais longas, por meio do monitoramento dos ambientes atmosférico, terrestre e marinho; e
2. subsidiar os processos e instrumentos de gestão ambiental, a exemplo do Plano de Manejo da Baía do Almirantado, com informações adquiridas a partir dos estudos descritos no objetivo 1 deste módulo.


MÓDULO TEMÁTICO 4 - Gestão Ambiental


1. Desenvolver um sistema de gestão ambiental para a região antártica, especialmente a Baía do Almirantado, abrangendo diagnóstico, planejamento, tomada de decisão, implementação, acompanhamento e avaliação permanente do ambiente antártico;
2. organizar um sistema com os indicadores ambientais existentes e integrá-los na forma do modelo DPSIR (Drive Forces – Forças Motrizes: Pressão, Estado, Impacto e Resposta); e
3. operar um sistema de monitoramento e avaliação permanente.
4. promover a inserção do tema Antártica e Ambiente Global na educação formal, na educação não-formal e na educação difusa – Educomunicação; e
5. desenvolver uma abordagem transdisciplinar no INCT-APA, tendo como perspectiva a interação entre pesquisadores e a construção de conhecimentos integrados e implicados.

Projeto Polén

DE ONDE SURGE?


Este trabalho se insere no contexto de um projeto de EA, fruto de uma medida mitigadora para o licenciamento ambiental de atividades de exploração e produção de petróleo e gás. A proposta geral foi elaborada pelo NUPEM/UFRJ e aprimorada em discussões conjuntas com técnicos da PETROBRAS e do IBAMA.


O QUE É?


O Projeto Pólen é um projeto de formação de recursos humanos em Educação Ambiental no processo de gestão. Como parte fundamental da proposta do projeto e contando com o apoio das prefeituras, implementamos (sob a liderança dos cursistas), Pólos de Educação Ambiental nos municípios.



OBJETIVOS


Conhecer a realidade de cada município, para estimular a percepção dos diferentes atores sociais para os processos existentes nos ambientes naturais e construídos, de modo a sensibilizá-los para questões ambientais, fazendo com que possamos construir juntos no processo, conhecimentos fundamentais para o manejo racional do ambiente por meio da educação ambiental e para desenvolver ações mobilizadoras entre os diversos setores da sociedade. Atentando para a capacitação de profissionais para que reconheçam os riscos e problemas ambientais e com isso desenvolvam ações que permitam o uso sustentável do ambiente. Fornecendo também, subsídios para que lideranças locais da gestão pública e da sociedade organizada participem da construção de projetos locais de EA, com conseqüente atuação nos pólos.

QUEM FAZ PARTE?


Em destaque os 13 municípios influenciados pelo empreendimento da atividade de Ampliação do Sistema de Tratamento e Escoamento da Fase 2 do Campo de Marlim por meio do FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo) P-47, e da Atividade de Produção e Escoamento de Petróleo e Gás Natural no Campo de Espadarte e área leste do Campo de Marimbá, por meio do FPSO Espadarte, localizados na Bacia de Campos.
Os municípios são: Saquarema, Araruama, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Armação dos Búzios, Casimiro de Abreu Rio das Ostras, Macaé, Carapebus, Quissamã, Campos dos Goytacazes, São João da Barra (SJB) e São Francisco de Itabapoana (SFI).

Pólos de EA e sua implementação


Como parte fundamental da proposta do projeto e contando com o apoio das prefeituras, planejamos implementar, sob a liderança dos cursistas, Pólos de Educação Ambiental em cada um dos treze municípios. Inicialmente, estes pólos são  acompanhados e apoiados pelo Projeto Pólen, para que, futuramente, busquem apoio local e tenham autonomia para realização de novos projetos. Para apoiar a implantação dos pólos, o Projeto Pólen disponibilizou materiais permanentes como computador, impressora e material de consumo. Além disso, o Projeto Pólen apoiará com recursos a execução de um projeto local de Educação Ambiental em cada um dos pólos.

Site do projeto: http://www.projetopolen.org

 
 
 
   

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