NA AVALIAÇÃO TRIENAL CAPES, AS PGs DA BIOLOGIA VÃO BEM!!!
CAPES
 

Novamente, os Programas de Pós-Graduação do Instituto de Biologia da UFRJ receberam Conceito 6 pela CAPES.


Tendo a excelência por padrão, tanto o Mestrado e Doutorado em Genética quanto em Ecologia, oferece aos seus alunos, a oportunidade de formação com os melhores pesquisadores da área, garantindo assim, a perspectiva de uma carreira sólida e reconhecida.

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PROJETOS COORDENADOS POR PROFESSORES DO IB DA UFRJ

Prof. Amílcar Tanuri

Departamento de Genética

Projetos de assistência internacional na área de HIV/AID. O Laboratório de Virologia Molecular desenvolve, desde 2003, um programa de assistência técnica na área de HIV/AIDS em Moçambique e Angola financiados pelo CDC, dentro do programa do Governo dos estados Unidos intitulado Presidential Emergency Program For AIDS Relief (PEPFAR)”. O programa PEPFAR foi criado em 2003, e sua missão é ajudar 15 países na África, Ásia e América do Sul, no combate à AIDS em um período de cinco anos. O foco principal deste programa é a prevenção e o tratamento da infecção pelo HIV. O Laboratório de Virologia Molecular do Instituto de Biologia foi agraciado com uma verba para ajudar os paises de língua portuguesa africano, Moçambique e Angola, para desenvolver sua capacidade laboratorial a fim de dar apoio ao tratamento antiretroviral. Alem destes projetos na África, o CDC também constitui parceria com o Laboratório de Virologia Molecular do Instituto de Biologia para dar apoio ao Programa Brasileiro de DST/AIDS, que detém um papel de liderança no programa de avaliação de testes rápidos (TR) para o diagnóstico da infecção pelo HIV no Brasil. As verbas oriundas do CDC e destinadas ao Dep. de Genética, são captadas e administradas pela Fundação Universitária José Bonifácio (FUJB), através de um acordo de cooperação (cooperative agreement) entre o CDC e a FUJB. Eis os projetos:

Expansion of HIV/AIDS/STD Monitoring, Evaluation and Other Program Support in the Government of Brazil .

Administrative and Technical Support for HIV Laboratory Activities in Brazil and Other Lusophone-speaking Countries – Year 1.

Administrative and Technical Support for HIV Laboratory Activities in Brazil and Other Lusophone-speaking Countries – Year 2.

Administrative and Technical Support for HIV Laboratory Activities in Brazil and Other Lusophone-speaking Countries – Year 3.

Administrative and Technical Support for HIV Laboratory Activities in Brazil and OtherLusophone-speaking Countries – Year 4.

Strengthening the Laboratory Infrastructure to enhance Lab testing Quality Control/Quality.

Assurance (QC/QA); and to expand HIV diagnosis using Rapid test assays in Brazil .

Outras atividades no cenário internacional feitas pelo Laboratório de Virologia Molecular:

Além do projeto do CDC, ligado ao PEPFAR, o Laboratório de Virologia Molecular vem desenvolvendo uma serie de projetos na África, através do programa PROAFRICA do CNPq. Estes projetos são liderados pelo Prof. Amilcar Tanuri e o Dr Rodrigo Brindeiro, nas áreas de HTLV e HIV-1/HIV-2. O laboratório também vem treinando cientistas e técnicos africanos na área de virologia molecular do HIV, já tendo treinado profissionais de Angola, Moçambique, Ruanda, Nigéria, e Namíbia nas técnicas de genotipagem e PCR de HIV-1.

Histórico da interação Dio Laboratório de Virologia Molecular com o Ministério da Saúde do Brasil. O laboratório vem desde 1994 contribuindo com o  Programa Nacional de DST/AIDS (PN DST/AIDS), na área de testes laboratoriais e pesquisa básica em HIV/AIDS. O Dep. de Genética teve papel importante na implantação do programa de Carga viral do HIV, em 1997/8, assim como na implantação do programa de proficiência de Carga Viral do HIV, AEQ/CV. O laboratório preparava amostras com diferentes quantidades do vírus HIV que constituíam os painéis do AEQ/CV (10 amostras/painel).  Mais de cinco painéis foram distribuídos em todo o território nacional para um total de 70 laboratórios participantes do programa. Em 2003, o laboratório participou intensamente da implantação da rede de genotipagem do PN DST/AIDS (RENAGENO), que oferece teste de genotipagem para todos os pacientes da rede de terapia de antiretrovirais do PNDTS/AIDS. E desde aquela data, o Dep. de Genética vem colaborando com o PN DST/AIDS na avaliação de testes rápidos para HIV. No ano 2000, o laboratório desenvolveu, em conjunto com a FARMANGUINHOS-FIOCRUZ, um novo método de avaliação da qualidade das drogas ARV, através de um teste biológico inovador que aferia a qualidade dos lotes de produto acabado dos ARV importados para confecção dos ARV genéricos. Este projeto testou mais de 700 lotes de ARV possibilitando a produção de genéricos certificados, com potência para inibir o HIV. Também, em conjunto com BIOMANGUINHOS-FIOCRUZ, desenvolveu um novo método de diagnóstico molecular de HIV e HCV para serem utilizados na triagem de amostras de doadores de sangue. Este método, também chamado de Nucleic Acid Technology (NAT), é de suma importância para a segurança transfusional, e o laboratório patenteou a metodologia em conjunto com BIOMANGUINHOS.

Histórico da interação universidade empresa:

O Laboratório de Virologia Molecular vem, há mais de 10 anos, se dedicando ao desenvolvimento de projetos tecnológicos em conjunto com empresas nacionais. Em 1998, o laboratório, em conjunto com a empresa nacional do ramo de veterinária, Vallee Nordeste, desenvolveu um kit para diagnóstico da Anemia Infecciosa Eqüina, através da produção de uma proteína viral recombinante. Este projeto rendeu uma patente que rende Royalts a UFRJ. Mais recentemente, em 2002, o laboratório entrou na área de desenvolvimento de antiretrovirais e estabeleceu uma  parceria com a Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda, empresa 100% brasileira do ramo farmacêutico. Desde então, o laboratório avalia in vitro a atividade antiretroviral (ARV) dos fármacos constituintes de medicamentos genéricos anti-HIV produzidos pela Cristália, certificando-os, assim como, também determina a atividade ARV de novos protótipos de fármacos desenvolvidos e sintetizados pela mesma. Mais de 50 lotes de fármacos antiretrovirais já tiveram seus valores de EC50 (concentração que protege efetivamente 50% da cultura de células da infecção pelo HIV-1) determinados em um ensaio de cultura de células, onde é avaliado o potencial de um fármaco em inibir uma cepa padrão de HIV-1. Cada ARV tem um EC50 característico e este teste biológico verifica se o fármaco está exercendo seu efeito final desejado, ou seja, inibir a replicação do HIV-1 nas células linfocitárias. O EC50 é comparado com o de um fármaco referência obtido no Banco de Reativos de AIDS do NIH, USA (NIH AIDS Research and Reference Reagent Program). Com a mesma metodologia descrita acima, e com o financiamento da FINEP, a Cristália sintetizou mais de 10 novos protótipos de fármacos os quais já tiveram seu valor de EC50 determinado e comparado com um fármaco de referência, já aprovado para uso em humanos. Os resultados estão descritos na tabela 1. Destas, os compostos mais promissores são CRS074 e CRS075, as quais apresentaram, respectivamente, valor de EC50 inferior e semelhante ao do Ritonavir, apresentando, assim, grande potencial para seguirem rota de desenvolvimento até medicamento.

Planejadas e sintetizadas pela Divisão de Farmoquímicos da Cristália, tais compostos são o resultado de uma abordagem racional no desenho de fármacos, baseada em modelagem molecular (bioinformática). Posterior a síntese, estes compostos foram testados pelo Laboratório de Virologia Molecular, com o objetivo de se avaliar a potência (EC50) dos mesmos contra o HIV-1, in vitro. Em seguida, dando continuidade ao processo de desenvolvimento de um medicamento, seguirão testes de toxicologia e farmacocinética. Entrando, então, na fase de desenvolvimento galênico (farmacotécnica) e pré-clínica. Sendo bem sucedidos nestas fases anteriormente descritas, os compostos entrarão em triagem clínica, a qual abrange três fases (1, 2 e 3), sendo o sucesso em uma fase, condicional para a entrada na fase seguinte. Passando por todas essas etapas, uma droga pode entrar em processo de registro para ser, então, liberada para uso humano. Em 2007, a Cristália e o laboratório começaram a desenvolver uma nova linha de antivirais para o vírus da hepatite C (HCV). Estes esforços resultaram num projeto submetido ao Edital de Subvenção a Inovação lançada pela FINEP, em fevereiro de 2007. O projeto foi aprovado e se encontra em andamento, sendo o laboratório responsável pela testagem dos compostos candidatos em ensaios de atividade anti-HCV feitos com o uso de replicons de HCV e outros testes virologicos. A linha é pioneira no Brasil e necessita de um esforço de pesquisa muito intenso.

 

 

Prof. Antonio Mateo Sole Cava

Departamento de Genética

"Diferenciação molecular dos estoques mundiais de corvina (Micropogonias furnieri)" - CNPq (Edital Universal).

"Genética Pesqueira e da Conservação no Estado do Rio de Janeiro" – FAPERJ (Cientista do Nosso Estado).

"Caracterização genética e melhoramento para o cultivo de ostras nativas" – FINEP (Programa Especial) *coordenador da parte de genética da rede

"RENIMP: Rede Nacional da Identificação Molecular do Pescado" – CNPq/Ministério da Pesca.

 

 

Profª Carla Zilberberg

Departamento de Zoologia

“Especiação críptica no coral endêmico brasileiro Mussismilia hispida (Verrill, 1902) (Cnidaria: Scleractinia: Mussidae)”. Resumo: Recifes de corais brasileiros são singulares por possuirem um grande número de espécies endêmicas (30% das espécies são endêmicas), incluindo as principais espécies construtoras. Existe uma grande dificuldade de identificar corais escleractíneos, principalmente devido à grande plasticidade fenotípica e da utilização de poucos caracteres morfológicos discretos. Este impedimento taxonômico previne a melhor compreensão da sua ecologia, evolução e biodiversidade. A espécie Mussismilia hispida é endêmica do Brasil, sendo uma das principais espécies construtoras de recifes brasileiros. Já existem indícios de isolamento reprodutivo temporal simpátrico em populações de M. hispida da região dos Abrolhos. O indício de isolamento reprodutivo junto com a grande variação morfológica intra- e inter-populacional existente nessas mesmas populações são fortes argumentos para a presença de espécies crípticas de M. hispida na região. O presente estudo conta com tem como objetivo reavaliar o status taxonômico do coral endêmico brasileiro Mussismilia hispida em populações do Nordeste e Sudeste do Brasil utilizando uma combinação de técnicas moleculares com estudos morfológicos e reprodutivos. Este projeto está sendo feito em colaboração com o laboratório de celenterologia do Museu Nacional do Rio de Janeiro.

”Estado da arte de Actiniaria (Cnidaria: Anthozoa) no Brasil”. Resumo: A ordem Actiniaria abrange o grupo das anêmonas do mar, que são cnidários bastante comuns em substratos marinhos consolidados, ocorrendo em todos os oceanos e profundidades além de muitos estuários. Esta é a ordem mais diversa de antozoários possuindo uma grande variabilidade morfológica. Porém, muitas das características morfológicas utilizadas na taxonomia deste grupo são bastante plásticas, e o valor desses caracteres em distinguir espécies vem sendo contestados. Do mesmo modo, a falta de material tipo e descrições originais inadequadas leva, muitas vezes, à identificação errônea de espécies. Estudos taxonômicos de Actiniaria do Brasil são escassos sendo necessária uma reavaliação da riqueza de espécies de anêmonas presentes na costa brasileira. O presente projeto tem como objetivo reavaliar o status taxonômico das anêmonas do mar da costa brasileira incluindo uma extensa revisão bibliográfica em conjunto com a aquisição de novos exemplares. Este estudo abrange a combinação de análises morfológicas e moleculares sendo bastante provável a identificação de novas espécies presentes em nossa costa.

 

 

Profª Cristina Aparecida Gomes Nassar

Departamento de Botânica

“Monitoramento e caracterização da comunidade de algas marinhas bentônicas do litoral do Estado do Espírito Santo”. As algas marinhas bentônicas são importantes componentes das comunidades marinhas costeiras. Elas são com freqüência utilizadas como indicadoras da qualidade da água onde ocorrem. Desde 1986 diversos trechos do litoral capixaba foram estudados  com o objetivo de caracterizar as comunidades bentônicas,  antes da implantação de empreendimentos, e de monitorar a influência  de efluentes líquidos lançados no mar sobre essas comunidades.  Os principais aspectos avaliados são : composição específica; freqüência de ocorrência e biomassa (massa úmida). As campanhas de coleta são trimestrais ou semestrais dependendo do objetivo imediato do estudo. Já foram realizados estudos para grandes empresas como Vale do Rio Doce, Aracruz Celulose e Companhia Siderúrgica de Tubarão.  Os dados obtidos tem gerado dissertações, teses e artigos científicos.

“Cultivo e fisiologia de macroalgas indicadoras da qualidade ambiental”. As macroalgas são organismos sésseis que dependem totalmente da qualidade da água que as circundam. A variação de parâmetros ambientais da água do mar tais como temperatura, salinidade, concentração de nutrientes e material particulado (minério de ferro, carvão, areia e basalto), pode produzir diferentes respostas metabólicas nas macroalgas. Essas respostas podem ser relacionadas a  ocorrência, distribuição e fenologia das espécies observadas em campo. Os cultivos são realizados uma sala climatizada com temperatura e luminosidade controladas. Os parâmetros avaliados são: fecundação; crescimento diário e fotossíntese. As algas estudadas são as mais frequentemente encontradas nos costões rochosos da região sudeste.

 

 

Profs. Deia Maria Ferreira e Reinaldo Bozelli

Departamento de Ecologia

Conhecer para preservar um programa de educação e meio ambiente para professores, estudantes e profissionais das áreas de educação e meio ambiente do Município de Macaé e entorno –RJ. O projeto vem sendo desenvolvido desde 1997, no NUPEM/UFRJ,. Ele surgiu da necessidade de divulgar à população da região, resultados das pesquisas ali desenvolvidas desde o início da década de 1990 sobre os ecossistemas do Complexo Mata Atlântica e de repensar a formação inicial e continuada de professores. Cursos para professores são elaborados e desenvolvidos, colocando em contato direto alunos de graduação, professores da educação básica do município de Macaé e entorno, oportunizando ao aluno ser sujeito em seu próprio processo de ensino/aprendizagem. São desenvolvidos materiais pedagógicos sobre os ecossistemas do Complexo Mata Atlântica para os cursos e para as escolas.

 

 

Prof. Eduardo Arcoverde de Mattos

Departamento de Ecologia

"Apoio ao estudo de soluções para problemas relativos ao meio ambiente – 2008” – FAPERJ. O uso de atributos funcionais como ferramenta auxiliar na avaliação da estrutura da comunidade arbórea de fragmentos florestais visando à restauração ecológica. Coordenador: Dr. Marcelo T. Nascimento (Laboratório de Ciências Ambientais, CBB, UENF); Vice-Coordenador: Dr. Eduardo Arcoverde de Mattos (Instituto de Biologia, Departamento de Ecologia, UFRJ); Pesquisadores Associados: Drª.  Dora Villela (Laboratório de Ciências Ambientais, CBB, UENF) e Drª. Maria Cristina Gaglianone (Laboratório de Ciências Ambientais, CBB, UENF). Tem os seguintes objetivos: A- Caracterizar a composição florística e estrutural de remanescentes de Floresta Atlântica Estacional Semidecídua na Região Norte fluminense e identificar qual o padrão de distribuição, norte-sul ou continente-oceano, molda a flora arbórea das florestas estacionais. Contribuindo assim, para minimizar a lacuna de conhecimento deste tipo fisionômico e subsidiando a criação e/ou implementação de Unidades de Conservação; B- Associar a perda de diversidade biológica (vegetal) com parâmetros estruturais da comunidade, condições microclimáticas dos fragmentos e atributos funcionais das espécies arbóreas. Parâmetros como diversidade, riqueza, relação florística com a Mata Atlântica da região e o estado sucessional serão somados a parâmetros funcionais da ecologia como status nutricional e atributos ecofisiológicos e reprodutivos. Assim, testaremos a hipótese de que o processo de fragmentação florestal está positivamente relacionado ao grau de perda de riqueza e/ou diversidade taxonômica e funcional de espécies arbóreas que ocorrem nos fragmentos e de alterações na distribuição relativa dos grupos funcionais; C- Testar se a fragmentação florestal leva ao aumento da abundância e/ou valor de cobertura de determinadas espécies devido à posse de um conjunto específico de atributos funcionais que estas espécies possuem e que estão associados a capacidades distintas de lidar com os gradientes ambientais surgidos no processo de fragmentação; D- Indicar de acordo com a caracterização funcional das espécies quais podem ser utilizadas em programas de enriquecimento de espécies em fragmentos empobrecidos pela perda de espécies. E- Criar de uma coleção de referência das principais espécies arbóreas destes remanescentes, a serem depositadas no Herbário UENF, com duplicatas no herbário do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (RB - Fiel depositário.

 

 

Profª Erica Maria Pellegrini Caramaschi

Departamento de Ecologia

Composição e estrutura da comunidade de peixes na bacia do rio Macaé, com ênfase no gradiente longitudinal. Resumo: CNPq. E FAPAERJ. A bacia do rio Macaé é a maior bacia hidrográfica integralmente situada no estado do Rio de Janeiro. Em inventário preliminar, ao longo do canal principal do rio, registraram-se 50 espécies de peixes. Através de uma tese de doutorado defendida no PPGE/UFRJ, definiram-se as estratégias reprodutivas dominantes nos peixes dos diferentes compartimentos longitudinais do rio. Por uma dissertação de mestrado defendida também no PPGE verificou-se que a truta arco-íris, espécie introduzida no alto Macaé, está estabelecida no ambiente natural. Estudos em andamento definem a estrutura trófica ao longo do rio e o efeito da canalização da região potamal na estrutura da ictiofauna. Produtos: 4 artigos, 1 doutorado, 5 dissertações de mestrado defendidas ou em andamento, 4 projetos de IC concluídos ou em andamento, 1 monografia de conclusão de curso.

Financiamento: CNPq, FAPERJ.

Caracterização da ictiofauna em um lago amazônico de várzea assoreado por rejeito de bauxita (Oriximiná, PA). Mineração Rio do Norte, PIBIC, CNPq. O rio Trombetas é afluente de água clara da margem esquerda do médio rio Amazonas com oscilações de pulso hidrológico de até 8 metros no trecho inferior. O lago Batata situa-se na margem direita do trecho inferior do rio Trombetas e comunica-se permanentemente com o rio. Ocorre mineração de bauxita nos altiplanos da região e durante o beneficiamento (lavagem) da bauxita é produzido um efluente lamoso. Entre 1979 e 1989, cerca de 24 milhões de toneladas de sólidos foram despejados, direta ou indiretamente, no lago Batata, assoreando cerca de 30% de sua superfície. O professor Francisco Esteves e colaboradores vêm monitorando as condições limnológicas do lago e, desde 1990, o Laboratório de Ecologia de Peixes passou a integrar o monitoramento para  estudo dos peixes. Atualmente, os estudos continuam com monitoramento anual da área impactada e alguns estudos focais. Produtos: 2 artigos, 3 capítulos de livro, 4 dissertações de mestrado; 3 projetos de IC; 1 monografia de conclusão de curso.

Monitoramento da taxocenose de peixes em igarapés amazônicos da Flona Saracá-Taquera (PA). Mineração Rio do Norte/Fundação Biorio. Na Floresta Nacional Saracé-Taquera, PA, ocorre exploração de minério de bauxita. Em 1996, com a abertura de novas minas, foi iniciada a construção de novas rodovias de acesso. Na construção das estradas, deslizamentos de terra e lama atingiram os cursos d’água, alterando suas características fisionômicas. Um programa de monitoramento dos igarapés foi estabelecido sob coordenação do professor Reinaldo Bozelli e, a seu convite, vimos monitorando a fauna de peixes. O monitoramento consiste coletas padronizadas em duas épocas do ano em localidades próximas e distantes do local de distúrbio e de estudos sobre composição e estrutura da comunidade de peixes. Produtos: 1 dissertação de mestrado (em andamento); 1 monografia de conclusão de curso.

 

 

Profs. Francisco Esteves, Vinicius Farjalla e Reinaldo Bozelli

Departamento de Ecologia

 “Evolução da biodiversidade em ambientes aquáticos de zonas temperadas e tropicais”. O projeto tem como problema central o estudo da evolução da biodiversidade planctônica em ambientes com características muito especiais, quer seja de sua constituição e funcionamento ecológico ou de sua interface com o Homem. Os ambientes apresentam mudanças com o tempo. Tais mudanças são processos naturais enquanto resultado de forças naturais. Neste cenário, também o homem é uma força importante de modificação, onde é óbvia a relação com o crescimento populacional e processos de uso dos recursos naturais motivados pelo crescimento econômico. O problema a ser investigado prima por uma preocupação em extrair informações primariamente do sedimento numa escala de tempo longa e relevante para entender quanto de um processo de transformação da natureza tem uma origem natural ou é induzida pela presença do homem. E este encaminhamento é necessário para a questão fundamental que trata da relação do homem com a natureza e fazer o encaminhamento adequado para a construção de um futuro que seja sustentável. E este problema, é absolutamente atual, e de reconhecida prioridade, pois a perda de diversidade biológica é uma ameaça direta também à vida humana. A diversidade biológica tem que ser tratada mais seriamente como um recurso global, a ser indexado, usado e acima de tudo preservado (Wilson, 1988). E o autor é bastante objetivo em relacionar as três principais razões desta sua contundente e expressiva afirmação. E neste contexto é mais do que nunca evidente a especial importância de ambientes sensíveis, extremos e tropicais, como os que nos propomos abordar neste trabalho.

“Pólos Educativos do Norte Fluminense e região - Projeto Pólen”. O Projeto Pólen é um projeto de Educação Ambiental (EA) e faz parte dos projetos ambientais realizados como medida mitigadora para o licenciamento ambiental de atividades de exploração de petróleo e gás na Bacia de Campos. A proposta geral foi elaborada pelo NUPEM/UFRJ e aprimorada em discussões conjuntas com técnicos da PETROBRAS e do IBAMA. Os objetivos do projeto sâo: Promover condições para que diferentes profissionais ligados à educação formal e não-formal construam e resgatem saberes significativos, metodologias e valores necessários numa prática dialógica para: A- O fortalecimento da autonomia individual e coletiva necessárias à organização e ao progresso social; B- A compreensão da diversidade e complexidade das questões ambientais, suas causas, seus efeitos e suas inter-relações; C- O desenvolvimento de ações mobilizadoras junto às comunidades que contribuam para o encaminhamento de questões ambientais. A estrutura geral do projeto é baseada na realização de cursos de Formação de Educadores Ambientais (360h) e de Cursos de Princípios de Gestão Ambiental (20h) para profissionais das áreas de Educação e Meio Ambiente de treze municípios da área de influência dos empreendimentos. Os cursos incorporarão informações oriundas de um diagnóstico socioambiental nos municípios, primeira etapa do projeto e se complementam no exercício prático do aprendizado através da fundação e operacionalização de pólos de EA autônomos e contextualizados em cada um dos 13 municípios.

“Estudos Limnológicos na Floresta Nacional de Carajás, PA”. O objetivo principal deste projeto é desenvolver estudos limnológicos em ambientes aquáticos lênticos das Serras Norte e Sul na Flona de Carajás, PA, para que, ampliando o conhecimento científico, seja possível melhor entender a estrutura e o funcionamento destes ambientes. De posse destes conhecimentos objetivamos definir ações que visem compatibilizar a conservação destes ambientes com o uso racional das áreas onde se encontram, tanto em decorrência das atividades de mineração ali desenvolvidas.

“Estudo Ecológicos em Lagoas Costeiras”. Projeto é voltado para o estudo da ecologia de lagoas costeiras na região Norte-fluminense com enfoque voltado mais especificamente para aspectos ligados às comunidades planctônicas e o papel de interferências antrópicas como o processo de eutrofização artificial induzido pelo lançamento de esgotos e as aberturas de barra das lagoas, como também outros aspectos decorrentes destes ou devido a variações  naturais como a salinidade.

“Estudos Ecológicos no Lago Batata, PA”. O projeto visa avaliar e acompanhar as alterações ecológicas ocorridas no lago Batata em função do lançamento de rejeitos do processamento da bauxita que atingiu aproximadamente 1/3 do ambiente, provocando assoreamento e morte de vegetação de igapó. Através de uma atividade de monitoramento trimestral e a realização de investigações de variados aspectos do problema tem sido possível manter informações atualizadas do comportamento do material no ambiente, da resposta temporal das diferentes comunidades ao impacto e realizar intervenções para restauração de áreas comprometidas utilizando diversas estratégias como revegetação, recobrimento com matéria orgânica, transposição de banco de sementes entre outras.

 

 

Prof. Gilberto Sachetto-Martins

Departamento de Genética

(Laboratório de Genômica Funcional e Transdução de Sinal em Plantas)

“Manipulação da transdução de sinal em plantas: Uma alternativa para o desenvolvimento de variedades tolerantes a alumínio”. Em função da escassez de solos indicados para seu cultivo, solos com características adversas, como terras ácidas, tem sido utilizados como alternativa para o aumento da produção de arroz. Em solos ácidos, a toxicidade de alumínio (Al) passa a ser um dos maiores fatores limitantes da produção da cultura. O alumínio pode afetar a absorção da água e de nutrientes pelas raízes através da redução do comprimento total das raízes e/ou da redução da absorção da água e nutrientes. Apesar dos avanços com relação aos aspectos fisiológicos da resistência ao alumínio, as bases moleculares relacionadas a esse processo ainda permanecem largamente desconhecidas. Recentemente, plantas transgênicas super-expressando o gene AtWAK1 apresentaram um aumento na tolerância ao Al, quando comparadas com plantas controles, sugerindo que a proteína WAK1 pode representar um importante intermediário no processo de defesa contra a toxicidade do Al. O ligante extracelular de AtWAK1, a proteína AtGRP3, foi recentemente identificada por nosso grupo como participante do processo de sinalização por alumínio. Plantas “knock-out” (KO) para o gene Atgrp3 também apresentaram maior tolerancia à exposição ao Al (Menezes e Sachetto-Martins, em preparação). É possível que em situações nas quais a interação AtWAK1/AtGRP3 seja desfavorecida, quer seja pela ausência da proteína AtGRP3 (plantas Atgrp3 KO) ou por um excesso de proteína AtWAK1 (plantas super-expressando AtWAK1), a transdução de sinal mediada pela proteína WAK1 sinalize para o processo de resistência ao Al (Menezes e Sachetto-Martins, em preparação). Este projeto de pesquisa tem por objetivo o estudo do papel dos genes das proteínas WAK e GRP3 no processo de transdução de sinal que leva à resistência a alumínio em duas culturas de grande interesse econômico no Brasil (arroz e cna-de-açúcar) com vistas à produção de variedades mais tolerantes a solos ácidos. Para isto, serão identificados os ortólogos dos genes AtWAK1 e AtGRP3 no genoma dessas duas espécies, sendo em seguida realizada a caracterização da modulação dos genes por Al. Para a seleção dos genes das proteínas capazes de interagir, serão realizados experimentos de duplo-híbrido em leveduras, sendo selecionados pares de genes que apresentem características compatíveis de expressão e de interação. Uma vez selecionados os genes de interesse, serão construídos vetores de super-expressão e bloqueio da expressão. Esses vetores serão utilizados em experimentos de transformação genética, visando à obtenção de linhagens com perfil de expressão adequado para cada um dos genes (super-expressão dos genes WAK1-like e redução da expressão dos genes GRP3-like). As melhores linhagens obtidas serão então submetidas a experimentos para a avaliação da sensibilidade a Al. Financiamento: CNPq, FAPERJ e CAPES.

“Estratégias biotecnológicas para a manipulação do tempo de florescimento em espécies de interesse econômico”. O projeto constitui uma parceira entre dois laboratórios brasileiros e dois laboratórios argentinos, e recebeu recentemente o apoio do CNPq no âmbito das atividades do Centro Brasileiro-Argentino de Biotecnologia (CBAB). No Brasil e na Argentina a agricultura apresenta um papel proeminente na geração de produto interno, onde a soja representa quase 25% do total de exportações. O objetivo deste projeto é a geração de ferramentas para a manipulação do tempo de floração em plantas. A aplicação dessas ferramentas em culturas de interesse econômico para o Brasil e a Argentina, propriciarão o desenvolvimento de novas variedades com características de tempo de floração mais adequado aos interesses agroindustriais. Em plantas, a  transição do desevolvimento vegetativo para o desenvolvimento reprodutivo é um processo complexo que se mostra regulado tanto por sinais endógenos como por sinais ambientais. A manipulação do tempo de florescimento das culturas constitui uma importante estratégia para o melhoramento vegetal. A redução do tempo de floração pode ser importante na geração de variedades de ciclo mais curto, enquanto que o atrazo da floração pode aumentar o rendimento, ou auxiliar o ajuste do ciclo a condições ambientais locais. A inibição da floração pode ser muito importante em espécies onde o tecido vegetativo apresenta importância econômica. Em forrajeiras é de grande interesse para evitar a perda de qualidade associada à floração. Em plantas ornamentais, a geração de variedades onde a floração pode ser induzida por agroquímicos pode gerar grandes benefícios econômicos aos produtores. A redução do tempo de geração em espécies frutíferas arbóreas ou de uso na indústria madeireira, facilita o melhoramento genético dessas espécies, o que pode dimiuir o tempo de retorno dos investimentos em programas de melhoramento genético. Em paises como o Brasil e a Argentina, com forte tradição agrícola, um processo que afeta diretamente a produtividade agropecuária como a floração, apresenta grande importância. Do ponto de vista da geração de conhecimento, o estudo da indução da floração a nível molecular ampliará nossa capacidade em compreender os processos biológicos gerais, desde a percepção das variações na qualidade da luz e temperaturas ambientais, passando pela transdução de sinais, os ritmos circadianos, a ativação da repressão gênica, a estrutura da cromatina e outras funções celulares básicas. A utilização do conhecimento gerado nos estudos da planta modelo Arabidopsis thaliana, e sua transferência para culturas de interesse econômico, pode avançar em profundidade a compreensão de processos biológicos básicos, gerando um impacto significativo em diversas áreas do conhecimento, inclusive naquelas em que a priori possam parecer pouco relacionadas. Os principais objetivos do projeto são a obtenção de variedades de soja e alfafa com diferentes características de tempo de floração, através da manipulação da expressão dos genes repressores da floração TFL1 e AtGRP2. Financiamento: CNPq, CBAB.

 

 

Prof. Inácio Domingos da Silva Neto

Departamento de Zoologia

 “Diversidade de Ciliados Planctônicos com ênfase para Tintinnida Kofoid & Campbel, 1929 (Spirotrichea-Choreotrichia) da Costa Sudeste do Brasil: Taxonomia, Morfologia e Distribuição”.  Resumo: O ciliados Tintinnida são de primordial importância nas cadeias tróficas marinhas pois se alimentam sobre nanoflagelados autotróficos influenciando no sequestro de CO2 e no aquecimento global. Além disso as algas nocivas formadoras de bloom são ingeridas por algumas espécies. Nosso entendimento do funcionamento do ecosistema depende amplamente sobre a identificação das espécies envolvidas e o detalhado conhecimento  em torno de sua ecologia. Os ciliados Tintinnida têm como característica morfológica principal a presença de uma lórica, cuja composição pode variar de exclusivamente orgânica à quase totalmente mineralizada, e esta tem sido utilizada como estrutura básica para identificação taxonômica, das cerca de 1200 espécies do grupo. Dentre esse total de espécies de tintinnida somente 18 espécies tem seus padrões de ciliaturas somática e orais estudadas. Propomos neste estudo evidenciar as estruturas do corpo, tais como infraciliaturas somáticas e orais, núcleos e organelas corticais, usando técnicas modernas de impregnação pela prata e de microscopia eletrônica. Estes resultados propiciarão uma melhor identificação e descrições mais detalhadas das espécies de tintinídeos. Os estudos sobre a diversidade de tintinídeos no país baseiam-se na diagnose das loricas de indivíduos fixados em formaldeído. Com a realização da presente proposta pretende-se obter caracteres morfológicos mais detalhados dos ciliados encontrados na costa do Sudeste Brasileiro, o que poderá contribuir para novas propostas classificatórias e hipóteses filogenéticas. Pretende-se ainda, identificar os ciliados tintinídeos de vários pontos da costa Sudeste do Brasil; identificar variações intraespecíficas dos tintinídeos encontrados nas diferentes localidades amostradas; conhecer a distribuição espaço-temporal das espécies de tintinídeos da costa sudeste brasileira; elaborar um guia de identificação dos tintinídeos da região (conforme prancha inserida no fim do projeto), ilustrado com fotomicrografias dos ciliados in vivo e impregnados pela prata, com micrografias eletrônicas de varredura e desenhos esquemáticos dos mesmos; montar uma coleção de lâminas definitivas das espécies de tintinídeos da localidade de estudo e um banco de imagens digitais dos espécimes; e comparar a composição taxonômica da comunidade de ciliados planctônicos loricados da costa sudeste com as registradas para outras regiões da costa brasileira.

Participações nos projetos CIliates as NAtural Reservoir of potentially PATHOgenic BACTERia: an ecological, functional and evolutionary genomic investigation, coordenado pelo Dr. Giulio Pettroni da Università di Pisa, Italy. O projeto com participação de pesquisadores da Itália, Alemanha, França, Estados Unidos, Índia, Rússia, Japão e Brasil, foi submetido à comunidade européia e aprovado em outubro de 2009. Participo do projeto como coordenador do grupo brasileiro. O projeto custeará as despesas de passagens e estadias para os estudantes do laboratório durante estágios de até um ano em alguns países participantes do projeto. O objetivo do projeto: The goal is to perform, especially in the tropical region, an intense screening for the presence of symbiotic/parasitic bacteria in Ciliates. Sampling will be performed in natural and anthropized habitats, ciliates will be isolated and monoclonal strains established. A preliminary screening for the presence of bacterial symbionts will be performed and, where this expertise is not present (Andhra and Rio de Janeiro) it will be introduced appositely. Finally, a morphological characterization of retrieved ciliates will be performed.

Resumo do Projeto:In the last years, Protists (Protozoa) gained a significant attention from the scientific community because of their role as Trojan horses respect to opportunistic pathogens of humans and animals. Although this role is nowadays well established and accepted for some Protists like Acanthamoeba, little is known for other groups of possible hosts. Recently, members of the coordinating unit of Pisa got evidences that many of the natural occurring bacterial symbionts of ciliates have a strong phylogenetic affiliation to human and animal (especially fish) pathogens like Rickettsia (Vannini et al., 2005; Ferrantini et al., 2009; Ferrantini et al., in prep) and Francisella (Schrallhammer et al., in prep.). These observations raised the question whether ciliates may also represent natural reservoirs for potentially pathogenic bacteria especially in tropical regions where the environmental conditions favor microbial growth and fast evolution. Furthermore tropical countries are predicted as the Hot Spot for emerging infectious diseases and zoonosis due to hygienic standards lower than in Western countries and the living together of humans with their farmed animals. Aim of the present project is to set up an international research network that, starting from the collection of novel isolates especially from tropical regions, performs a complete ecological, functional and evolutionary genomic investigation on symbiotic bacteria retrieved from ciliates that shows phylogenetic affinities to pathogenic ones. Units from the proposed network posses expertise that ranges from the traditional morphological investigation to advanced ultrastructure, ecology, functional biology, molecular phylogeny, comparative genomics and postgenomics. Aim of the research network will be to coordinate the research activities of the involved units into joined projects and to transfer know-how to the younger researcher to allow them to re-establish the acquired competences in their home laboratories.

Projeto de pesquisa “Diversidade Funcional e Restauração de Ecossistemas Costeiros do Estado do Rio de Janeiro”, no âmbito do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência, edital PRONEX-FAPERJ- 2006, coordenado pelo prof. Dr. Jean Valentin, do Dep. de Biologia Marinha.

Projeto de pesquisa “Diversidade taxonômica, de tamanhos e pigmentos do plâncton através de métodos automatizados de detecção rápida (Flowcamo e espectrofluorimetro)” no âmbito do programa Apoio às Instituições de Ensino e Pesquisa Sediadas no Rio de Janeiro – FAPERJ -, coordenado pelo prof. Dr. Jean Valentin, do Dep. de Biologia Marinha. 

 

 

Prof. Jean Louis Valentin

Departamento de Biologia Marinha

“Diversidade taxonômica, de tamanho e pigmentos do plâncton através de métodos automatizados de detecção rápida”. O projeto financiado pela FAPERJ (Edital 04/2009), permitiu a aquisição de uma FlowCAM, equipamento de última geração para o estudo da composição e abundância do plâncton. Essa técnica reúne as vantagens de um microscópio com aquisição de microfotografias digitais e de um citômetro para contagem, identificação e medidas das células e indivíduos do plâncton. O equipamento multiusuário será utilizado com grande eficiência para um rápido processamento das amostras de plâncton, oriundas de diversos ecossistemas tais como a Baia de Guanabara, a ressurgência de Cabo Frio, a Baia do Almirantado na Antártica, entre outros. Graças à aquisição desse equipamento, será possível delinear com grande precisão e celeridade a diversidade do plâncton, nos seus aspectos taxonômicos, de tamanho e pigmentar, além das interrelações tróficas dos seus componentes.

“Diversidade funcional e restauração de ecossistemas costeiros do estado do Rio de Janeiro” – FAPERJ. O projeto dá prosseguimento às atividades de pesquisas desenvolvidas no âmbito do Programa de Apoio a Grupos de Excelência – PRONEX, financiado pela FAPERJ e CNPq. Ele contempla um conjunto interligado de pesquisas nas áreas da biologia e ecologia marinhas visando um melhor entendimento da estrutura e do funcionamento dos ecossistemas costeiros do Estado do Rio de Janeiro, com ênfase na sua diversidade funcional e suas relações tróficas. A análise dos processos trofodinâmicos, bem como o registro, a preservação e a restauração da diversidade específica constituem metas em conexão com o uso sustentado dos recursos biológicos. A Baía de Guanabara e o Complexo Lagunar da região de Macaé (RJ) foram escolhidos como modelos de ambientes sujeitos à influência antrópica. Será enfatizado o papel dos microorganismos na recuperação desses ambientes, na cadeia trófica (em especial na alça microbiana) e nos ciclos biogeoquímicos. Baseadas em pesquisas experimentais in situI e in vitro, medidas mitigadoras serão propostas para acentuar a tendência de restauração das populações naturais.

Trofodinâmica do sistema planctônico em área de ressurgência. – CNPq. O projeto visa o estudo das relações tróficas no sistema planctônico da área de ressurgência de Cabo Frio. Ele é exclusivamente baseado em pesquisa experimental, a partir do material planctônico coletado na área de Cabo Frio, em período de ressurgência e não-ressurgência. São estudados os processos controladores das populações que compõem os diversos compartimentos do sistema planctônico: taxas de predação, alimentação e produção dos elementos da alça microbiana e seus organismos predadores (mesozooplâncton). Foi escolhida uma região de ressurgência por constituir um ecossistema complexo sujeito a fatores meteorológicos e climáticos globais e por possibilitar o estudo das relações tróficas sob diferentes condições ambientais (oligotrofia em período de subsidência, eutrofia natural em período de ressurgência)). Procurar-se-á dar resposta às seguintes perguntas que constituem as hipóteses de trabalho: qual a principal fonte de carbono para as bactérias heterotróficas? como são as relações entre o fitoplâncton e o bacterioplâncton no que diz respeito aos nutrientes inorgânicos? quais as espécies mixotróficas presentes na ressurgência de Cabo Frio, e sua importância para a estrutura trófica da região? qual a dieta preferencial, do microzooplâncton e dos copepodos em períodos de ressurgência e não ressurgência? qual efeito do tipo de alimento sobre a produção de ovos de copepodos? qual impacto do micro e mesozooplâncton sobre a produção primaria? Os resultados proporcionarão dados e informações essenciais para elaboração e aperfeiçoamento de um modelo numérico de funcionamento da cadeia trófica pelágica em área de elevado impacto ecológico natural.

“Modelagem da trofodinâmica de sistemas planctônicos. Aplicação à baia de Guanabara” – FAPERJ. O projeto tem como objetivo global descrever, compreender e simular por meio de técnicas de analises dos dados e de modelagem numérica as principais funções bio-ecológicas que regulam a estrutura do sistema planctônico da Baia de Guanabara e sua evolução em função do tempo e das atuais medidas restauradores do ecossistema. Serão investigadas as relações funcionais entre os diversos compartimentos da cadeia trófica planctônica e microbiana, pesquisa baseada em experimentos in vitro de predação do microzooplâncton sobre a biomassa fitoplanctonica e microbiana e do mesozooplâncton (Copepodos) sobre o microzooplâncton. Será dado prosseguimento à obtenção de séries temporais de longa duração de dados ambientais e planctônicas, com objetivo de detectar mudanças estruturais nas diversas escalas de tempo investigadas. Amostragens semanais dos diversos componentes da alça microbiana e seus predadores (mesozooplâncton) estão sendo efetuadas em uma estação fixa no canal central da baia, local de maximo de trocas com o oceano. Serão elaborados e calibrados modelos ecológicos e numéricos como etapa integradora dos resultados, visando fornecer uma ferramenta objetiva de trabalho para a tomada de decisões no âmbito de uma política de proteção, recuperação e uso sustentável desse ecossistema. As pesquisas propostas são de caráter multidisciplinar e inter-institucional, envolvendo pesquisadores de diversos laboratórios da UFRJ e de outras instituições do estado do Rio de Janeiro. Elas proporcionarão para estudantes de graduação e pós-graduação a consolidação do conhecimento nas áreas da ecologia trófica planctônica e, principalmente, do processamento dos dados, em complemento às disciplinas já ministradas. Vocações em ciências do mar serão despertadas a partir de palestras em escolas de nível médio do Estado do Rio de Janeiro.

 

 

Profª Maria Beatriz B. de Barros Barreto

Departamento de Botânica

Sistemática molecular da Tribo Ceramieae (Ceramiaceae, Rhodophyta)”. FAPERJ. morfológicos e moleculares consideram a Ordem Ceramiales monofilética, sendo uma das mais derivadas dentre as rodófitas. Esta ordem possui cinco famílias. A tribo Ceramieae, a maior dentro da família Ceramiaceae, é formada por quatorze gêneros. No Brasil ocorrem apenas cinco gêneros: Ceramium, Centroceras, Corallophila, Centrocerocolax e Spyridiocolax. Com exceção de Centrocerocolax e Spyridiocolax, que são parasitas de outras algas, estes gêneros são formados por espécies predominantemente epífitas. Algumas espécies desta tribo são de difícil identificação taxonômica devido à simplicidade de seu talo e à sua grande variação morfológica, levando assim a uma complexa delimitação das espécies, refletindo em constantes mudanças taxonômicas. Desse modo, pretende-se utilizar dados morfológicos e marcadores moleculares a fim de determinar as espécies taxonomicamente problemáticas pertencentes à tribo Ceramieae. As amostras das espécies a serem analisadas, serão coletadas principalmente no estado do Rio de Janeiro e na região sudeste do país, a fim de estudar populações diferentes de cada espécie. O material coletado para análise molecular será fixado em ETOH 70% permitindo a sua triagem ou seco em sílica gel. Parte deste material será fixado em solução neutralizada de formaldeído a 4% para estudos morfológicos. Para a identificação dos táxons será considerada principalmente a formação do nó, entre outras características. Serão realizadas medidas de estruturas vegetativas e reprodutivas e serão observados cortes transversais do talo, fornecendo valores máximos e mínimos e a média de 10 plantas separadas ao acaso em cada estação de coleta. O material será registrado e depositado no Herbário do Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro (RB) e no Herbário da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (RBR). O DNA celular total será obtido de 0.01-0.100g de material vegetal fixado em ETOH 70% ou seco em sílica gel. Será realizada a amplificação do gene rbcL e do espaçador cox2-3. Os fragmentos amplificados serão precipitados e seqüenciados comercialmente. Os dados obtidos no seqüenciamento serão montados, tilizando-se o programa MacClade 4.0. As relações filogenéticas serão inferidas utilizando-se o método de parsimônia (Máxima Parsimônia, MP) e Máxima Verossimilhança (ML) implementado no PAUP 4.0 e as análises bayesianas serão implementada no MrBayes 3.1.

Variação infraespecífica de Kappahycus alvarezii. CNPq/Edital Universal. Kappaphycus alvarezii é a principal matéria prima para a produção de kapa carragenana, ficocolóide usado na indústria como agente estabilizante, gelatinizante, espessante e emulsificante. K. alvarezii originária das Filipinas foi introduzida na Praia do Itaguá (Ubatuba), em 1995, com fins de maricultura. Outro clone, trazido da Venezuela, foi introduzido na baía da Ilha Grande e posteriormente na Baía da Marambaia com o mesmo fim. No cultivo de  K. alvarezii são observados diferentes fenótipos (variantes de coloração verde, vermelha e marrom) que podem representar uma variação intraclonal desta espécie. Pretende-se determinar se as diferentes variantes morfológicas de K. alvarezii são devidas à diferenças genéticas oriundas da variação intraclonal, além de analisar a diversidade genética dos clones introduzidos nas baías de Sepetiba e Ilha Grande. As variantes de K. alvarezii serão coletadas na fazenda marinha da empresa Sete Ondas Biomar na Baía da Marambaia, Município de Mangaratiba, RJ e na baía da Ilha Grande, assim como, na Praia de Itaguá, Ubatuba, SP. O DNA celular total será extraído de material vegetal seco em sílica gel. Serão amplificados genes nucleares (ITS), mitocondriais (cox2-3) e plastidiais (rbcL). A diversidade genética dos diferentes clones introduzidos no estado do Rio de Janeiro será avaliada pelo método ISSR (inter-simple sequence repeat). As relações filogenéticas serão inferidas utilizando-se o método de parsimônia (Máxima Parsimônia, MP) e Máxima Verossimilhança (ML) implementado no PAUP 4.0 e as análises bayesianas serão implementada no MrBayes 3.1.

Diversidade das macroalgas vermelhas (Rhodophyta) do Estado de São Paulo baseada em “barcoding”, morfologia e distribuição geográfica. (RHODO-SP). FAPESP. Neste projeto propomos o levantamento da biodiversidade de macroalgas vermelhas (Rhodophyta) marinhas e continentais do estado de São Paulo, que abrange mais de 50% da diversidade conhecida no país para o grupo. Para tanto, será utilizada a técnica de “barcoding”, complementada com dados de morfologia e de distribuição geográfica. Esses dados serão integrados aos obtidos no projeto BIOTA (98/04955-3) para a composição de bancos de dados, de amostras preservadas e de DNA. O conhecimento da biodiversidade das algas marinhas do estado de São Paulo tem sido objeto de estudos desde a década de 1950, porém esse conhecimento é baseado apenas em dados morfológicos e só esporadicamente complementado por abordagens moleculares. A identificação taxonômica de algas vermelhas é notoriamente difícil devido à morfologia e anatomia relativamente simples, e em muitos casos convergente, à grande plasticidade fenotípica e à alternância de gerações heteromórficas no ciclo de vida. A comparação de seqüências de DNA tem sido fundamental para estudos de biodiversidade e das inter-relações entre os diversos grupos de organismos. Seqüências de marcadores moleculares que permitam a identificação de espécies têm sido denominadas de “barcoding”. Essa técnica gera uma grande quantidade de dados que organizados e disponíveis em bancos eletrônicos, podem servir de base para um amplo espectro de estudos que incluem levantamentos de biodiversidade, conservação, identificação de espécies crípticas, detecção de espécies exóticas e/ou ameaçadas de extinção, desenvolvimento de sondas de DNA para diversas aplicações, estudos taxonômicos e filogenéticos, ecofisiológicos, forenses, etc. O projeto é inovador no Brasil e em âmbito mundial para macroalgas, podendo servir de modelo para outros estudos semelhantes no país.

Modelagem de crescimento e competição interespecífica de macroalgas marinhas. Na Baía de Sepetiba, as macroalgas marinhas são responsáveis por uma cobertura de até 68% do substrato dos costões rochosos, estas podem ser usadas como bioindicadores de poluição, sendo observada uma menor diversidade de táxons nos pontos onde há mais poluição, na parte mais interna da baía próxima ao litoral. A modelagem da dinâmica populacional de algas se mostrou um campo pouco pesquisado, tendo um número reduzido de trabalhos publicados sobre o assunto. Para elaboração desta modelagem é fundamental experimentos in situ gerando dados biológicos necessários para obtenção de parâmetros para as equações, tais como taxa de crescimento intrínseco e capacidade de suporte da espécie. Pesquisadora colaboradora.

Programas de Pesquisas do Departamento de Biologia Marinha

“Diversidade Funcional e Restauração de Ecossistemas Costeiros do Estado do Rio de Janeiro. (Programa de Apoio a Núcleos de Excelências - PRONEX/FAPERJ/CNPq).

“Avaliação da Heterogeneidade Ambiental da Bacia de Campos” – Projeto HABITATS (CENPES-PETROBRAS/FUJB/UFRJ).

”Estrutura das Comunidades Fitoplanctônicas Submetidas ao Efluente Líquido da Usina Termonuclear Almirante Álvaro Alberto, Angra dos Reis”. (ELETRONUCLEAR/FUJB/IB-UFRJ).

“Unidade de Citometria de Fluxo aplicada à Ecologia Aquática e Oceanográfica (UCEA)”

”Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Antártica de Pesquisas Ambientais (INCT – APA)”.

”Impacto das Atividades Antrópicas no Ambiente Antártico Marinho”. (CNPq, FAPERJ, CAPES).

“Espécies Invasoras Marinhas do Estado do Rio de Janeiro: Biologia e Impacto Econômico”. (FAPERJ).

 

 

Profª Maria Cristina Lemos Ramos

Departamento de Ecologia

“Meio ambiente em um diário carioca”. A partir de recortes de notícias relativas ao meio ambiente em um jornal diário carioca abrangendo o período de 2002 a 2008, pretende-se caracterizar a representação do meio ambiente neste jornal. Compreendemos que o publicado reflete tanto a perspectiva do jornal quanto o interesse da população relativo às questões ambientais. Neste sentido, a presença deste tema reflete por um lado, o nível de consciência da população e, por outro, o agravamento das condições ambientais terrestres. A partir deste estudo poderemos apresentar um panorama das questões ambientais do Brasil, com ênfase no Estado do Rio de Janeiro; inferir a dinâmica das questões ambientais no tempo, através da hierarquização quantitativa da presença dos diversos temas presentes; diagnosticar qual a condição (qualidade) da abordagem e conceitos científicos dos temas ambientais.  Com esse trabalho pretendemos indicar que papéis predominantes o jornal está exercendo em relação às questões do meio ambiente (divulgação científica, vigilância, formador de opinião, mobilização da sociedade, etc.).

“Estrutura e composição de sub-bosque em mata litorânea no estado do Rio de Janeiro”. A comparação da florística e estrutura de espécies do conjunto de indivíduos arbóreo-arbustivos constituintes do sub-bosque da floresta, com o conjunto de indivíduos do dossel amostrados na mesma área em trabalho anterior tem permitido verificar que há populações que caracterizam um estrato florestal arbustivo-arbóreo com identidade própria, distinta daquela do dossel, indicando uma diferenciação de nichos, isto é, que há espécies lenhosas típicas de sub-bosque nessa floresta. Tais estudos permitem também analisar o potencial e tendências de regeneração da comunidade, assim como avançar em questões teóricas que envolvem a dinâmica de comunidades florestais tropicais.

 

 

Profª Maria Cristina Ostrovski Matos

Departamento de Zoologia

“Contribuição ao conhecimento da fauna de mar profundo do Atlântico Sul Ocidental”. Código Sigma 9739.

“Contribuição ao estudo da Sistemática e Distribuição da fauna carcinológica brasileira. Código Sigma 6179

“Apoio a Grupos Emergentes de Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro”. FAPERJ.

 

 

Profª. Michelle Regina Lemos Klautau

Departamento de Zoologia

“Espécies Invasoras Marinhas do Estado do Rio de Janeiro: Biologia e Impacto Econômico”. CNPq. Entender os mecanismos de bioinvasão é fundamental para se tentar evitar suas conseqüências muitas vezes desastrosas para o meio ambiente, economia e saúde humana. Além disso, o estudo de bioinvasões oferece oportunidade ímpar para se compreender processos ecológicos populacionais e de comunidade. No Brasil, pouco se conhece acerca de bioinvasões em nosso litoral. Recentemente, o Ministério do Meio Ambiente publicou uma lista com 66 espécies marinhas introduzidas sendo que, no Rio de Janeiro, são detectadas atualmente 36 dessas espécies. Dentre elas estão a esponja Paraleucilla magna, o poliqueta Branchiomma luctuosum, o cirripédio Megabalanus coccopoma e a bactéria Vibrio cholerae. O objetivo do presente projeto é avaliar essas espécies introduzidas sob diferentes aspectos, populacionais e biológicos. Assim, será avaliada por métodos moleculares a estrutura populacional e a dinâmica das introduções. No caso do V. cholerae, serão testadas as hipóteses de que o sorogrupo O1 não é invasor e de que o sorogrupo O139 não ocorre em águas costeiras brasileiras. Para as espécies de invertebrados serão obtidos também, tanto das espécies introduzidas quanto de espécies nativas co-genéricas, dados sobre o período reprodutivo, recrutamento, taxa de crescimento e densidade populacional em áreas naturais e em fazendas de mexilhões, onde alguns desses organismos introduzidos investigados sabidamente têm efeito negativo na produção. A equipe de emergentes é formada por profissionais de três das maiores universidades do estado do Rio de Janeiro (UFRJ, UFF e UERJ) e que já atuam em colaboração nas áreas de bioinvasões, zoologia, ecologia, microbiologia e genética. Participantes: Alex Prast (UFRJ), Andrea Junqueira (UFRJ), Carla Zilberberg (UFRJ), Carlos Guerra Schrago (UFRJ), Christine Ruta (UFRJ/NUPEM), Fabiano Thompson (UFRJ), Fábio Pitombo (UFF), Jaqueline Gusmão (UERJ), Luis Felipe Skinner (UERJ), Fernanda Fernandes Cavalcanti (aluna de doutorado), André Queiroz de Padua (aluno de IC) e Cássio Albernoz (aluno de IC). Colaboradores: Antonio Mateo Solé-Cava (UFRJ), Claudia Augusta de Moraes Russo (UFRJ) e Paulo César de Paiva (UFRJ)

“Evolução e Desenvolvimento do Sistema Aqüífero em Esponjas (Porifera)”.  Genes de desenvolvimento comuns em eumetazoários, tais como Brachyury, que é expresso ao redor de orifícios corporais (blastóporos e aberturas do tubo digestivo), já foram encontrados em esponjas, inclusive calcárias, adultas e mesmo em agregados celulares. Entretanto, sua função em Porifera e o momento de sua expressão durante o desenvolvimento ainda permanecem desconhecidos. Dessa forma, é de grande importância acompanhar a expressão desses genes ao longo da transformação da larva em juvenil, verificando sua expressão em espécies com sistema aqüífero asconóide (sem simetria e sem eixo definido), siconóide (com tendência à simetria radial e com eixo definido) e leuconóide (sem simetria, mas podendo ter eixo definido). O estudo da formação de gametas, embriogênese, desenvolvimento da larva até o juvenil, com o acompanhamento da expressão de Brachyury em todas essas etapas, auxiliarão na compreensão da evolução do sistema aqüífero, principal sinapomorfia do filo Porifera. Participantes: Sally Leys (University of Alberta, (Canada) e Emilio de Lanna Neto (aluno de doutorado)

 

 

Profª Mirian Pilz Abrecht

Departamento de Ecologia

Fontes de energia e estrutura trófica da ictiofauna no gradiente longitudinal do Rio Macaé (RJ). FAPERJ. O projeto tem como objetivo geral descrever as principais fontes de energia (consumidas e assimiladas), e a estrutura trófica da ictiofauna do rio Macaé, ao longo de seu curso longitudinal, através de duas ferramentas complementares (análise de conteúdo estomacal e isótopos estáveis). Os objetivos específicos são: (i) caracterizar as dietas das espécies de peixes nos diferentes trechos do rio Macaé; (ii) descrever e comparar as propriedades das teias tróficas entre os trechos estudados; (iii) verificar quais espécies, quais guildas tróficas e quais posições tróficas dominam em cada trecho do rio; (iv) calcular a posição trófica das espécies e comparar com a obtida pela assinatura de [UTF-8?]δ15N; (v) determinar a importância proporcional de itens autóctones e alóctones para a dieta das espécies e da comunidade como um todo em cada trecho; (vi) determinar as principais fontes de carbono para a ictiofauna nesses trechos (análise de [UTF-8?]δ13C ); (vii) comparar as duas ferramentas de avaliação das relações alimentares entre as espécies de peixes (conteúdo estomacal e análise de isótopos).

 

 

Profª Priscila Araci Grohmann

Departamento de Zoologia

“Cnidários do litoral sudeste-nordeste brasileiro (costa leste): taxonomia, e bio-ecologia. Cadastrado no SIGMA sob o nº 3913. Identificação de cnidários de diversos táxons, até o nível de espécie, visando contribuir com o conhecimento dessa fauna, na costa brasileira; estudo dos principais aspectos da biologia, ecologia e distribuição (zoogeografia) do grupo.

Hidróides (Cnidaria, Hydrozoa) da plataforma continental brasileira”. Cadastrado no SIGMA sob o nº 7868. Identificação de hidróides, até o nível de espécie, visando contribuir com o conhecimento dessa fauna, em especial, na costa brasileira; estudo dos principais aspectos da biologia, ecologia e distribuição (zoogeografia) do grupo.

“Levantamento e diagnóstico ambiental da área de influência da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto”. Como colaboradora, sob a coordenação do Prof. Dr Sérgio Luiz Costa Bonecker. Convênio: ELETRONUCLEAR/FUJB/UFRJ-2002. Identificação taxonômica dos hidróides da região sob influência da CNAAA, Angra-dos-Reis, RJ, visando contribuir com o conhecimento dessa fauna, em particular; principalmente da fração associada a algas calcáreas Rhodophyta.

“Biodiversidade, evolução, endemismo e conservação dos Medusozoa do Atlântico Sul-Ocidental. Como colaborador, sendo coordenador o Prof. Dr Antonio Carlos Marques (IB-USP). Edital CNPq 014/2006. Programa Sul-Americano de Apoio à Cooperação em Ciência e Tecnologia (PROSUL) (CNPq Proc. 490348/2006-8).

“Ciclo de vida de águas-vivas (Cnidaria: Medusozoa: Rhopaliophora) no litoral norte fluminense”. Como colaborador, sendo coordenador o Prof. Dr André Carrara Morandini (NUPEM/UFRJ, USP).

 

 

Profs. Ricardo Ferreira Monteiro e Margarete de Macedo Monteiro

Departamento de Ecologia

“Insetos fitófagos de ecossistemas de Restinga e Mata Atlântica do Estado do Rio de Janeiro: padrões e processos”. CNPq. Resumo: Nos últimos anos, ecólogos brasileiros têm promovido diversas reuniões científicas em congressos, workshops, simpósios, etc. no sentido de reunir informações sobre a Mata Atlântica, identificar questões ou espécies prioritárias para estudo, fazer diagnósticos sobre áreas geográficas que necessitam conservação ou estão sob ameaça de destruição e reunir esforços para otimizar a solução dessas questões. Nesse sentido a pesquisa com insetos possui um papel relevante, uma vez que, esses organismos representam uma parcela grande da biodiversidade de espécies, inclusive de espécies ameaçadas de extinção e constituem ainda um grupo, historicamente, importante para o conhecimento científico. Existem diversas lacunas no conhecimento taxonômico e principalmente ecológico sobre populações e comunidades de insetos nos biomas brasileiros. Ainda não existem dados consistentes disponíveis, por exemplo, sobre os padrões de sazonalidade mais freqüentes, a tendência das espécies ou gêneros em relação à especificidade alimentar de suas larvas e o padrão de abundância (ou raridade) das populações em suas plantas hospedeiras e nas áreas onde ocorrem. Os lepidópteros e os coleópteros crisomelídeos (insetos exófagos), juntamente com os galhadores e minadores (insetos endófagos) formam um conjunto bastante representativo de insetos fitófagos. Nesse sentido, pretende-se nesse projeto contribuir de maneira significativa para o aumento do conhecimento nessas questões acima relacionadas. Utilizaremos neste projeto duas abordagens principais de estudo: 1) a investigação em sub-sistemas, que são espécies ou grupo de plantas hospedeiras e sua entomofauna associada e, 2) o estudo de taxocenoses de insetos. O estudo de sub-sistemas baseia-se em vistorias de plantas escolhidas de acordo com sua representatividade no ambiente. A abordagem de taxocenose será utilizada para estudos, principalmente, de ecologia de Coleoptera (Chrysomelidae).

O projeto é dividido em dois sub-projetos. O primeiro deles, intitulado “Especificidade e raridade em insetos fitófagos (que integra o Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração – PELD – CNPq, “site” 5), trata da avaliação do grau de especificidade e o padrão de abundância de insetos fitófagos, principalmente lagartas de lepidópteros, na restinga de Jurubatiba (Macaé, RJ). Nele pretende-se obter dados sobre composição e abundância local de insetos em um conjunto de 50 espécies de plantas hospedeiras. Dessa forma, investigaremos se a especificidade e a sua abundância temporal encontradas em uma comunidade de insetos fitófagos em uma restinga são semelhantes aos de outros biomas e, se corroboram com a hipótese que explica a raridade como sendo em parte resultado da preferência ou especificidade do inseto.

No segundo, Chrysomelidae (Coleoptera) do Parque Nacional da Serra dos Órgãos: ecologia e distribuição”, apoiado, em parte, pela FAPERJ- E26/170.729/2005, investiga-se a distribuição espacial de insetos, principalmente Chrysomelidae (Coleoptera), e aspectos de sua biologia em um gradiente altitudinal de uma mata ombrófila densa Montana e alto montana. Pretende-se nesse sub-projeto descrever a composição da fauna de besouros crisomelídeos no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, colaborando para o inventário da entomofauna e conservação desta Unidade de Conservação; descrever o padrão altitudinal e temporal dos Chrysomelidae, em relação a composição e riqueza; e descrever a composição da entomofauna associada a algumas espécies de plantas hospedeiras com distribuição ao longo do perfil altitudinal do Parque. Estes sub-projetos fornecem ainda subsídios para dois outros projetos em andamento no Laboratório de Ecologia de Insetos: 1- Rede de insetos da Mata Atlântica-RJ (FAPERJ) e 2-Produção de vídeos e guias ilustrados de insetos (FAPERJ).

“Produção de vídeos e guias ilustrados de insetos”. FAPERJ. Os objetivos dessa proposta são: 1) finalizar a produção de um vídeo e simultaneamente consolidar a formação de um núcleo de produção de vídeo que possa agregar material humano e contribuir para gerar futuras produções; 2) produzir um guia prático ilustrado sobre insetos, principalmente, borboletas da Mata Atlântica do Estado do Rio de Janeiro.”

“Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Hymenoptera Parasitóides da Região Sudeste Brasileirall. Instituições participantes: UFSCar (sede) - MZUSP - UNICAMP - UNESP Jaboticabal - Instituto Biológico - APTA Ribeirão Preto - EMBRAPA Pecuária Sudeste EMBRAPA Milho e Sorgo - INCAPER - UEMG - UFMG - UFU – UFRJ. O INCT Hympar Sudeste tem como missão promover uma maior consciência sobre o valor da biodiversidade para estimular a sua conservação e melhorar a qualidade de vida do homem. Objetivos e metas: A- Estimar o número de espécies de um dado grupo taxonômico em cada sítio de coleta da região Sudeste do Brasil e, nos ecossistemas como um todo, contribuindo para o conhecimento da distribuição geográfica dos taxa estudados. B- Descrever a diversidade por localidade como forma de decrever a estrutura das comunidades e fornecer subsídios para comparações da composição de espécies e estrutura das comunidades entre localidades. C- Implementar os acervos de coleções taxonômicas de Hymenoptera parasitóides, fonte de conhecimento da biodiversidade brasileira. D- Detectar prováveis áreas de endemismos para a fauna estudada. E- Identificar interações bióticas envolvendo diferentes níveis tróficos em ambientes de fragmentos de mata atlântica e cerrado, contribuindo para o conhecimento da bionomia e ecologia dos taxa estudados. F- Pelos dados obtidos, classificar os fragmentos estudados em relação à fragilidade dos mesmos quanto aos riscos de perdas da biodiversidade em busca de alternativas para a utilização de recursos e conservação da biodiversidade e contribuir para o estabelecimento de áreas prioritárias para a conservação. G- Estruturar e integrar projetos, em especial os que visam a sustentabilidade dos ecossistemas estudados, de modo a reduzir a fragmentação das florestas existentes, indicando prioridades na manutenção de áreas protegidas e promover o reflorestamento em propriedades rurais. H- Fortalecer parcerias com órgãos públicos governamentais, não governamentais e privados no contexto do agronegócio integrado ao conhecimento ecológico. I- Manter um constante fluxo de informações subsidiando a formação de projetos de desenvolvimento para otimização dos trabalhos. J- Promover a interação entre instituições de pesquisa, empresas, escola de 1º e 2º graus e a comunidade em geral. K- Implantar processos pilotos inovadores de educação ambiental e formação continuada em áreas adjacentes a reservas de forma a difundir o conhecimento e experiências que favoreçam a proteção da biodiversidade, a diminuição das pressões sobre as unidades de conservação e o uso adequado de zonas de amortecimento. L- Definir indicadores ambientais que permitam a avaliação e a implementação de possível remuneração por serviços ambientais com a manutenção da biodiversidade. M- Fornecer subsídios para implementação de leis ambientais. N- Formar recursos humanos capacitados no conhecimento dos principais aspectos sobre a biodiversidade, envolvendo cooperações em níveis nacional e internacional.

 

 

Prof. Sergio Roberto Pereira Annibal

Departamento de Biologia Marinha

“Gerenciamento costeiro e oceânico aquacultura. Resumo temático: Conceitos, critérios e objetivos naturais, territoriais, socioeconômicos, e político-administrativos para o Gerenciamento. Legislação brasileira e responsabilidades político-administrativas. Avaliação e metodologia cartográfica de informações atmosféricas; hidro-continental; costeiros e oceânicos. Caracterização do zoneamento ecológico e econômico. Gestão compartilhada e participativa. Sistemas de modelos descritivos para avaliação de setores. Legislação, planejamento e gestão de unidades de conservação da natureza. Gerenciamento estadualizado e municipalizado. Legislação e sistema integrado e hierarquizado para o gerenciamento costeiro federal, estadual, municipal e localizado.

Aquacultura. Resumo temático: Distribuição geográfica da aquacultura continental (cultivos em água doce), avaliando as relações entre a qualidade dos recursos hídricos e os tipos principais de tecnologia do cultivo continental, isto é: truticultura, ciprinocultura, tilapicultura, ranicultura (cultivo de rã), carcinocultura (camarões de água doce), cultivo de macrofitas (plantas aquáticas), algocultura (cultivo de algas), piscicultura de espécies regionais, produção integrada e consorciada. Distribuição geográfica da aquacultura marinha (maricultura), avaliando as relações entre a qualidade dos recursos hídricos marinhos e os tipos principais de tecnologia do cultivo, isto é: carcinocultura, cultivo de mexilhões (mytilicultura), cultivo de ostras (ostreicultura), cultivo  de vieiras (pectencultura), algocultura (cultivo de algas – macro e micro) , piscicultura marinha (salmonicultura, camorincultura, bijupiracultura), produção integrada e consorciada.

 

 

Profª Tânia Wendt

Departamento de Botânica

“Sistemática, filogenia e hibridização na família Bromeliaceae. Agência de Fomento: CNPq, bolsa de produtividade. Como as espécies surgem, expandem e desaparecem tem sido foco de grande interesse entre os biólogos. A especiação pode ser vista como a evolução de mecanismos de isolamento reprodutivo entre populações que anteriormente realizavam trocas gênicas. Subseqüentemente, estes mecanismos devem ser mantidos por barreiras ao fluxo gênico, para que as espécies incipientes permaneçam como entidades distintas. Porém, cruzamentos entre espécies distintas (hibridização) são relativamente freqüentes em plantas, e sua importância e conseqüências evolutiva têm sido amplamente debatidas. Ecologicamente, as bromélias são um importante componente dos biomas tropicais e subtropicais do Novo Mundo. Os tanques das bromélias são importantes reservatórios de água, providenciando habitat para uma grande variedade de organismos, e por isso são consideradas espécies chaves para a manutenção da biodiversidade. No entanto, a família Bromeliaceae carece de uma organização taxonômica precisa, e diversos estudos podem ficar comprometidos pela dificuldade na delimitação de suas espécies. Apesar de ser amplamente conhecido que as bromélias facilmente hibridizam em condições de cultivo, pouco se sabe sobre o fenômeno da hibridização em condições naturais. É fundamental poder detectar precisamente os híbridos naturais para poder interpretá-los nas análises filogenéticas, já que este fenômeno pode afetar a interpretação dos resultados cladísticos, assim como as delimitações taxonômicas. O objetivo deste projeto é estudar a natureza do isolamento reprodutivo entre populações simpátricas de espécies congêneres de bromélias. Estas informações são fundamentais para a compreensão dos processos que moldaram a extraordinária riqueza biológica presente na família, e dos reflexos da hibridização na sistemática, filogenia e conservação de suas espécies.

 
 
 
 
 
   

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