Nossas investigações sobre os efeitos de poluentes e da radiação ultravioleta sobre organismos antárticos de sangue frio, ou seja, peixes e invertebrados demonstraram a fragilidade desses organismos diante de mudanças ambientais. Os organismos antárticos que vivem exclusivamente nessas áreas são adaptados a um ambiente frio e estável, com pouca radiação solar, com pouca contaminação ambiental e com pouca radiação ultravioleta. Quando esses fatores aumentam, o DNA desses animais sofrem mudanças, o consumo de energia se altera e a sobrevivência diminui. O que parece é que mudanças relativamente pequenas podem trazer consequências muito sérias para os animais de sangue frio da Antártica. Se pensarmos que o krill, anfípodes e peixes da Antártica serão afetados, então todo o ecossistema sofrerá as consequências. Os grandes mamíferos como as baleias, e as aves como os pinguins, dependem deles para sua sobrevivência. Caso a quantidade desses organismos diminua, devido a mudanças ambientais, toda a comunidade marinha Antártica sofrerá sérios danos.
Foto: Gabriel Monteiro
Estudo da Área temática 3: Ambiente Marinho - Impacto das Atividades Antrópicas no Meio Ambiente Marinho Antártico
Autor da matéria: Vicente Gomes (contato: vicgomes@usp.br )
Grupo de pesquisa responsável: Vicente Gomes, Phan Van Ngan, Maria José de Arruda Campos Rocha Passos, Arthur José da Silva Rocha, Fábio Matsu Hasue, Caroline Patrício Vignardi, Thais da Cruz Alves dos Santos, Maysa Ito, Dèbora Furquim Campos.
Pesquisa desenvolvida no Laboratório de Ecologia Polar - Instituto Oceanográfico - USP – São Paulo.